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domingo, 21 de junho de 2009

E deu Vettel...


... num GP chato, mas dessa vez com dobradinha da Red Bull.


Numa corrida entediante, Vettel se mostrou absoluto na etapa britânica do mundial de F1, seguido por Weber e Barrichello.
O brasileiro, com dores nas costas desde sexta, largou na segunda colocação e tentou partir pra cima de Vettel logo na largada, mas o alemão fechou a porta competentemente, e venceu em Silverstone com propriedade.
Weber, seu companheiro de equipe, mostrou mais uma vez ser o rei da ultrapassagem por estratégia. Ficou na cola de Rubens, sem forçar e sem deixá-lo abrir espaço, de forma que, parando uma volta depois do brasileiro, voltou do seu primeiro pit stop à frente, obtendo a segunda colocação que menteve até o fim da prova. Não, conseguiu, no entanto, sequer ameaçar Vettel, o que mostra a discrepância da prova realizada pelo alemão em relação aos outros pilotos.
Quem fez uma prova contundente foi Massa, que largando em 11º (e com o carro pesado) logo na largada pulou para 8º, para em seguida (por conta de uma escapadela) perder a posição para Button. Na verdade foi até melhor pra ele, porquê ficar com o líder do campeonato na cola, apesar de a Ferrari dar conta, ia atrapalhar demais a concentração do brasileiro, e talvez fazê-lo perder mais tempo que o normal. Após o primeiro de pit stop, no entanto, Massa conseguiu voltar na 5ª colocação, e depois, na segunda janela de pits, angariou o 4º lugar, superando Rosberg que até então lhe vinha à frente. Ótima prova e excelente colocação, superando Kimi, seu parceiro, que largou à frente.
Nelsinho, fechando o trio de brazucas, fez o possível com um carro que se recusa a andar nos trilhos, mostrando relances de competência ao brigar com Hamilton, e superando em duas posições o companheiro e bi-campeão mundial Fernando Alonso. Não se pode esperar muito de Nelsinho com a máquina que tem nas mãos, mas eu sou um defensor do brasileiro, porquê se defender e ultrapassar Hamilton como ele tem feito nos últimos GPs é, no mínimo, bem difícil.
O resultado discreto dos carros da BrawnGP parece se dever ao fato de a equipe não ter conseguido um bom ajuste para o circuito de Silverstone. Jenson reclamou, diversas vezes durante a prova, da instabilidade de seu carro, que depois ainda passou a bater muito com o assoalho no chão. Além disso, segundo a tradução global do que foi dito no rádio do inglês, o carro saía de frente nas curvas de alta, e de traseira nas de baixa (ou seja, era um Renault mais potente). O fato de Rubens ter chegado à frente do inglês poderia se explicar, ao meu ver, pela maior competência do brasileiro no ajuste fino do carro, o que fica muito mais evidente, me parece, quando não se tem um bom acerto geral.
Pra encerrar a conta, o GP serviu pra mostrar que Button não é insuperável, e que a BrawnGP também está sujeita a erros. E serviu pra RBR se aproximar da BrawnGP na tabela de construtores.