Indicação do nosso amigo Busarello, esse vídeo "empoeirado" faz com que pilotar em lugares como Mônaco pareça um passeio no parque...
sábado, 23 de maio de 2009
Palpite...
Rolando terceiro treino livre em Monaco, chegou a hora do meu palpite pra pole, acho q dá Rubinho, seguido por Hamilton e Massa.
o Douglas já mandou o palpite dele, e vc?
o Douglas já mandou o palpite dele, e vc?
Moto GP - Le Mans 09
A tarde de Valentino Rossi, companheiro de equipe de Lorenzo, é um bom exemplo do caos que dominou o GP da França de Motovelocidade. Rossi terminou a prova na última colocação, após 3 paradas nos boxes, uma queda e uma penalidade por exceder o limite de velocidade nos boxes.
A corrida começou com pista molhada, obrigando todos a largarem com pneus de chuva. Porém, no decorrer da corrida, a pista foi secando e logo todos começaram a parar para trocar os pneus.
Lorenzo assumiu a ponta logo na primeira volta, passando Dani Pedrosa (Repsol Honda), Casey Stoner (Marlboro Ducati) e Valentino Rossi e, com certa facilidade, manteve a frente, seguido à distância por Rossi.
A distância que aumentava e a pressão exercida por Pedrosa e seu companheiro de equipe, Andrea Dovizioso, obigaram Valentino a ser o primeiro a parar nos boxes e pegar sua moto com pneus lisos e freios de carbono. Pedrosa o seguiu e acabou tirando enorme vantagem, pois, logo após sairem, conseguiu reduzir e desviar de Rossi ao vê-lo cair na curva do Museu.
Rossi retornou aos boxes com problemas no câmbio e seu visor quebrado no mesmo momento em que o resto dos pilotos entravam para trocar de moto*.
Lorenzo conseguiu voltar na frente e, após algumas voltas ajustando a moto ao traçado, voltou a andar em ritmo forte e abriu mais de 17 segundos de vantagem para o segundo colocado.
Em segundo lugar na prova, estava a grande surpresa da tarde... Marco Melandri com sua Hayate Kawasaki. Havia parado nos boxes na volta seis e, na metade da prova, era o mais rápido da pista, mais rápido até mesmo do que Lorenzo.
A batalha pela terceira colocação foi eletrizante. Dovizioso parecia confortável com seus 7.5 segundos sobre Pedrosa na volta 16. Todavia, ele estava no limite de seu equipamento e seu companheiro de equipe estava mais inspirado. Pedrosa tirou toda a diferença e alcançou Dovizioso na última volta. Seguiram colados até a reta oposta, quando Pedrosa ultrapassou Dovizioso e cruzou a linha de chegada a ínfimos 0,5 segundos afrente do italiano.
Embora, já no meio da corrida, tivesse caído para quinto, por problemas com a pista molhada e, mais tarde, com problemas para fazer curvas com os pneus lisos (o que o obrigava a reduzir a velocidade nas retas para aliviar a pressão nos amortecedores), Stoner conseguiu se manter a frente de Chris Vermeulen (Rizla Suzuki), que teria ainda perdido a sexta posição para Colin Edwards (Tech 3 Yamaha) caso a corrida fosse um pouco mais longa.
Fechando a lista vieram Loris Capirossi (Rizla Suzuki) em oitavo, James Toseland (Tech 3 Yamaha) em nono, Toni Elias (San Carlo Honda) vencendo uma batalha épica pelo 10º lugar contra seu companheiro de equipe, Alex de Angelis, e Nicky Hayden (Marlboro Ducati).
Com a vitória do GP da França, Lorenzo assume a liderança do campeonato com 1 ponto de vantagem sobre Rossi (66 a 65), seguidos por Stoner (65) e Pedrosa (57).
* Na Motovelocidade, quando há a necessidade de se trocar os pneus por causa das condições de pista, os pilotos trocam de motos para não ficarem muito tempo parados nos boxes.
Confira abaixo as datas e horários para a próxima etada do Mundial de Moto Gp, o Grande Prêmio Alice da Itália.
Sexta-feira, 29 de Maio
1º Treino livre 125cc
12:40 - 13:40
1º Treino livre Moto GP
13:55 - 14:55
1º Treino livre 250cc
15:10 - 16:10
Sábado, 30 de Maio
2º Treino livre 125cc
09:00 - 09:40
2º Treino livre Moto GP
09:55 - 10:55
2º Treino livre 250cc
11:10 - 12:10
-------------------------------------
Classificação 125cc
13:00 - 13:40
Classificação Moto GP
13:55 - 14:55
Classificação 250cc
15:10 - 15:55
Domingo, 31 de Maio
Warm Up 125cc
08:40 - 09:00
Warm Up 250cc
09:10 - 09:30
Warm Up Moto GP
09:40 - 10:00
-------------------------------------
Corrida 125cc
11:00
Corrida 250cc
12:15
Corrida Moto GP
14:00
sexta-feira, 22 de maio de 2009
A bola é sua?!?! Então não brinco mais!!!!
Bom, as últimas notícias políticas do circo da categoria máxima do automobilismo mundial podem ser boas ou ruins, dependendo de como as encaram.
O fato é que, após uma reunião da FOTA com Bernie Ecclestone no barco de Flávio Briatore, os dirigentes das equipes concordaram que nenhuma delas (Ferrari, McLaren, Force India, Brawn GP, Williams, BMW, Toyota, Renault, RBR e STR) correrá no ano que vem caso a idéia do teto orçamentário e limitações técnicas permaneçam. Depois da reunião houve ainda uma outra, dessa vez com Max Mosley, pivô da confusão toda. Reunião na qual, diz-se, nada ficou definido, muito embora Luca di Montezemolo tenha classificado o encontro como "produtivo".
Eu sou um dos poucos que acha que a Ferrari nunca esteve blefando. Todos sempre chamaram de blefe porquê não é a primeira vez que a Ferrari faz ameaças de sair da categoria. No entanto, até onde eu me recorde, os apelos de Comendador Enzo sempre foram ouvidos, cedo ou tarde, de forma que o dito "blefe" nunca se confirmou. O homem chegou a construir um carro pra correr na Indy.
A questão é que, blefe ou não, a Ferrari conseguiu o apoio de todas as equipes. E não se enganem: tio Bernie já viu do que uma FOTA bem liderada e objetiva é capaz, e não quer passar pelo perrengue que Mosley está passando. Mosley deve estar na corda-bamba a essa altura, afinal a FIA tem muitos membros, não apenas Max Mosley, e os outros dirigentes e investidores devem estar começando a questionar se o ilustre atual presidente deve permanecer no cargo (eu estaria). Bernie, apesar de já numa idade avançada, parece ter ficado senil como Max. Ainda quer ganhar dinheiro, e a melhor forma de isto acontecer é em comum acordo com os protagonistas do espetáculo, quais sejam as equipes.
Mesmo porquê caso o menos provável aconteça e as equipes criem um novo campeonato, tio Bernie vai querer estar lá pra gerir a imagem do mesmo. E acreditem, acho que a FOTA iria qurê-lo por lá.
Parece mesmo que Mônaco vai ser um divisor de águas, não só para projetar as possibilidades de alguém alcançar Jenson Button, mas também para iniciar uma tentativa de derrubar a ditadura que há muito tempo vem afastando pessoas da Fórmula 1 no mundo todo.
O fato é que, após uma reunião da FOTA com Bernie Ecclestone no barco de Flávio Briatore, os dirigentes das equipes concordaram que nenhuma delas (Ferrari, McLaren, Force India, Brawn GP, Williams, BMW, Toyota, Renault, RBR e STR) correrá no ano que vem caso a idéia do teto orçamentário e limitações técnicas permaneçam. Depois da reunião houve ainda uma outra, dessa vez com Max Mosley, pivô da confusão toda. Reunião na qual, diz-se, nada ficou definido, muito embora Luca di Montezemolo tenha classificado o encontro como "produtivo".
Eu sou um dos poucos que acha que a Ferrari nunca esteve blefando. Todos sempre chamaram de blefe porquê não é a primeira vez que a Ferrari faz ameaças de sair da categoria. No entanto, até onde eu me recorde, os apelos de Comendador Enzo sempre foram ouvidos, cedo ou tarde, de forma que o dito "blefe" nunca se confirmou. O homem chegou a construir um carro pra correr na Indy.
A questão é que, blefe ou não, a Ferrari conseguiu o apoio de todas as equipes. E não se enganem: tio Bernie já viu do que uma FOTA bem liderada e objetiva é capaz, e não quer passar pelo perrengue que Mosley está passando. Mosley deve estar na corda-bamba a essa altura, afinal a FIA tem muitos membros, não apenas Max Mosley, e os outros dirigentes e investidores devem estar começando a questionar se o ilustre atual presidente deve permanecer no cargo (eu estaria). Bernie, apesar de já numa idade avançada, parece ter ficado senil como Max. Ainda quer ganhar dinheiro, e a melhor forma de isto acontecer é em comum acordo com os protagonistas do espetáculo, quais sejam as equipes.
Mesmo porquê caso o menos provável aconteça e as equipes criem um novo campeonato, tio Bernie vai querer estar lá pra gerir a imagem do mesmo. E acreditem, acho que a FOTA iria qurê-lo por lá.
Parece mesmo que Mônaco vai ser um divisor de águas, não só para projetar as possibilidades de alguém alcançar Jenson Button, mas também para iniciar uma tentativa de derrubar a ditadura que há muito tempo vem afastando pessoas da Fórmula 1 no mundo todo.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Mônaco - Dia 1
Aos que não estão acostumados, é isso mesmo: Mônaco não tem treinos às sextas-feiras, como foi dito no post com os horários do evento.
A primeira seção foi dominada por Rubens Barrichello com 1:17:189, seguido de Felipe Massa a 0,310 segundos do compatriota. Em seguida vieram Hamilton, Kovalainen, Räikkonen, Nakajima, Rosberg, Button, Alonso e Webber, numa seção marcada pelo uso de pneus macios.
Na segunda seção de treinos as equipes optaram por testar os pneus supermacios, e quem ficou à frente foi o mais novo "leão-de-treino" da F1, Nico Rosberg, com 1:15.243, o que também dá a ele o melhor tempo do dia. Atrás dele ficaram Hamilton, Barrichello, Button, Massa, Vettel, Kovalainen, Räikkönen, Nakajima e Piquet, fecando os dez melhores.
Como não vi os treinos fica difícil dizer qualquer coisa concreta, mas o fato é que Ferrari e McLaren estão lá, não só porquê os pacotes aerodinâmicos melhoraram suas performances, mas porquê lá é preciso braço e aderência. No caso da McLaren, a eterna e tão falada distância entre eixos continua a favorecê-la, tanto que até o "Ko-nãovailá-nen" não ficou muito atrás de Hamilton.
Sábado tem mais treino e classificação, e estarei lá assistindo. Mas, por ora, aposto numa pole de Rubens Barrichelo, seguido por Massa Vettel.
E vocês, o que palpitam?
A primeira seção foi dominada por Rubens Barrichello com 1:17:189, seguido de Felipe Massa a 0,310 segundos do compatriota. Em seguida vieram Hamilton, Kovalainen, Räikkonen, Nakajima, Rosberg, Button, Alonso e Webber, numa seção marcada pelo uso de pneus macios.
Na segunda seção de treinos as equipes optaram por testar os pneus supermacios, e quem ficou à frente foi o mais novo "leão-de-treino" da F1, Nico Rosberg, com 1:15.243, o que também dá a ele o melhor tempo do dia. Atrás dele ficaram Hamilton, Barrichello, Button, Massa, Vettel, Kovalainen, Räikkönen, Nakajima e Piquet, fecando os dez melhores.
Como não vi os treinos fica difícil dizer qualquer coisa concreta, mas o fato é que Ferrari e McLaren estão lá, não só porquê os pacotes aerodinâmicos melhoraram suas performances, mas porquê lá é preciso braço e aderência. No caso da McLaren, a eterna e tão falada distância entre eixos continua a favorecê-la, tanto que até o "Ko-nãovailá-nen" não ficou muito atrás de Hamilton.
Sábado tem mais treino e classificação, e estarei lá assistindo. Mas, por ora, aposto numa pole de Rubens Barrichelo, seguido por Massa Vettel.
E vocês, o que palpitam?
Mais sobre as equipes.
Para sanar algumas dúvidas acerca das equipes, seus integrantes, propulsores de cada carro (e pra você saber quem xingar quando seu piloto pára por pane seca ou uma roda que sai voando), etc., eis aqui as informações sobre cada uma. Procurei dispôr as informações de forma a agrupar as equipes com mesmo motor.

Red Bull
Base: Milton Keynes, UK
Chefe de Equipe: Christian Horner
Pilotos: M Webber S Vettel
Pilotos de Teste:
Chassis: RB5
Motor: Renault RS27
Estréia: 2005
Títulos: 0

Renault
Base: Enstone, UK
Chefe de Equipe: Flavio Briatore
Drivers: F Alonso N Piquet
Pilotos de Teste: R Grosjean
Chassis: R29
Motor: Renault RS27
Estréia: 1977
Títulos: 2

Toro Rosso
Base: Faenza, Italy
Chefe de Equipe: Franz Tost
Pilotos: S Bourdais S Buemi
Piloto de Teste:
Chassis: STR4
Motor: Ferrari Type 056
Estréia: 2006
Títulos: 0

Ferrari
Base: Maranello - Italy
Chefe de Equipe: Stefano Domenicali
Pilotos: F Massa K Räikkönen
Pilotos de Teste: L Badoer M Gene
Chassis: F60
Motor: Ferrari Type 056
Estréia: 1950
Títulos: 16

Williams
Base: Grove, UK
Chefe de Equipe: Frank Williams
Pilotos:N Rosberg K Nakajima
Pilotos de Teste: N Hulkenberg
Chassis: FW31
Motor: Toyota 2.4L V8, 900
Estréia: 1975
Títulos: 9

Toyota
Base: Koln, Germany
Chefe de Equipe: Tadashi Yamashina
Pilotos:J Trulli T Glock
Pilotos de Teste:
Chassis: TF109
Motor: Toyota RVX-09
Estréia: 2002
Títulos: 0

Force India
Base: Silverstone, UK
Chefe de Equipe: Vijay Mallya
Pilotos:A Sutil G Fisichella
Test Drivers: V Liuzzi
Chassis: VJM02
Motor: Mercedes
Estréia: 2008
Títulos: 0

Brawn GP
Base: Brackley, UK
Chefe de Equipe: Ross Brawn
Pilotos: J Button R Barrichello
Pilotos de Teste:
Chassis: BGP 001
Motor: Mercedes-Benz FO108W
Estréia: 2009
Títulos: 0

McLaren
Base: Woking, UK
Chefe de Equipe: Martin Whitmarsh
Pilotos: L Hamilton H Kovalainen
Pilotos de Teste: P de la Rosa G Paffett
Chassis: MP4-24
Motor: Mercedes-Benz FO 108W
Estréia: 1966
Títulos: 8

BMW Sauber
Base: Munich, Germany / Hinwil, Switzerland
Chefe de Equipe: Mario Theissen
Drivers: R Kubica N Heidfeld
Pilotos de Teste: C Klien
Chassis: F1.09
Motor: BMW P86/9
Estréia: 1993
Títulos: 0
Red Bull
Base: Milton Keynes, UK
Chefe de Equipe: Christian Horner
Pilotos: M Webber S Vettel
Pilotos de Teste:
Chassis: RB5
Motor: Renault RS27
Estréia: 2005
Títulos: 0

Renault
Base: Enstone, UK
Chefe de Equipe: Flavio Briatore
Drivers: F Alonso N Piquet
Pilotos de Teste: R Grosjean
Chassis: R29
Motor: Renault RS27
Estréia: 1977
Títulos: 2

Toro Rosso
Base: Faenza, Italy
Chefe de Equipe: Franz Tost
Pilotos: S Bourdais S Buemi
Piloto de Teste:
Chassis: STR4
Motor: Ferrari Type 056
Estréia: 2006
Títulos: 0

Ferrari
Base: Maranello - Italy
Chefe de Equipe: Stefano Domenicali
Pilotos: F Massa K Räikkönen
Pilotos de Teste: L Badoer M Gene
Chassis: F60
Motor: Ferrari Type 056
Estréia: 1950
Títulos: 16

Williams
Base: Grove, UK
Chefe de Equipe: Frank Williams
Pilotos:N Rosberg K Nakajima
Pilotos de Teste: N Hulkenberg
Chassis: FW31
Motor: Toyota 2.4L V8, 900
Estréia: 1975
Títulos: 9

Toyota
Base: Koln, Germany
Chefe de Equipe: Tadashi Yamashina
Pilotos:J Trulli T Glock
Pilotos de Teste:
Chassis: TF109
Motor: Toyota RVX-09
Estréia: 2002
Títulos: 0

Force India
Base: Silverstone, UK
Chefe de Equipe: Vijay Mallya
Pilotos:A Sutil G Fisichella
Test Drivers: V Liuzzi
Chassis: VJM02
Motor: Mercedes
Estréia: 2008
Títulos: 0

Brawn GP
Base: Brackley, UK
Chefe de Equipe: Ross Brawn
Pilotos: J Button R Barrichello
Pilotos de Teste:
Chassis: BGP 001
Motor: Mercedes-Benz FO108W
Estréia: 2009
Títulos: 0
McLaren
Base: Woking, UK
Chefe de Equipe: Martin Whitmarsh
Pilotos: L Hamilton H Kovalainen
Pilotos de Teste: P de la Rosa G Paffett
Chassis: MP4-24
Motor: Mercedes-Benz FO 108W
Estréia: 1966
Títulos: 8

BMW Sauber
Base: Munich, Germany / Hinwil, Switzerland
Chefe de Equipe: Mario Theissen
Drivers: R Kubica N Heidfeld
Pilotos de Teste: C Klien
Chassis: F1.09
Motor: BMW P86/9
Estréia: 1993
Títulos: 0
O lado feminino da Indy...
Bem, entrando de cabeça na campanha iniciada pelo Douglas, resvoli colocar aqui algo sobre mulheres em atividade nos esportes a motor. Como a F1 ainda é um esporte machista e não tem nenhuma beldade dentro de um de seus cockpits, vou começar pela Fórmula Indy.
Atualmente há três, isso mesmo, três mulheres disputando o campeonato da Fórmula Indy. Cada uma delas possui características especiais que chamam muita atenção.
Para início de conversa, começarei com uma moça de 27 aninhos, sensação por onde a Indy passe: Danica Patrick.
Embora tenha começado a correr por causa de seu irmão mais novo, Danica achou gosto pelo esporte e seguiu firme na construção de sua carreira. Aos 16 foi para a Inglaterra, onde correu em uma das mais difíceis categorias de juniores no mundo. O ponto máximo em sua participação foi em Brands Hatch quando conseguiu igualar a performance de Danny Sullivan em 1972. Esse resultado atraiu bastante atenção do mundo da velocidade do outro lado do Atlântico, em especial do capeão das 500 milhas, Bob Rahal, que assinou contrato com ela e passou a acompanhar sua carreira em ascenção.
A temporada de 2005 da IndyCar Series foi um ano especial para Danica, que largou em 4º e chegou em 4º na 89ª edição das 500 Milhas de Indianápolis e ganhou o troféu J P Morgan Chase como Estreante do Ano. Foi a melhor posição de largada e chegada para uma mulher pilotando um carro na história do evento. Ainda na mesma edição, a novata liderou 19 voltas e se tornou a primeira mulher a liderar uma prova da Indy no Indianapolis Motor Speedway. Em 2008 ela se tornou a primeira mulher a vencer uma prova da Indy, ao vencer a etapa do Japão.

Como conseqüência de todo seu talento e resultado de seu trabalho, Danica é uma das atletas femininas mais reconhecidas nos EUA, tendo sido capa das publicações de várias revistas importantes como Sports Illustrated, TV Guide e ESPN: The Magazine.
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Sarah Fisher anunciou em Fevereiro de 2008 que faria jornada dupla nas pistas como piloto e dona de equipe da Sarah Fisher Racing, a primeira dona de equipe/piloto na história da IndyCar Series.
Fisher teve contato com as pistas logo cedo. Seus pais a levavam para as pistas para assistir as competições de arracada, das quais seu pai era piloto. Sua primeira experiência como piloto foi aos 5 anos e desde então ela vem participando de corridas. Após vencer por três vezes o Campeonato Mundial da Assiciação de Karts, Sarah assinou contrato com Derrick Walker aos 19 anos e começou a correr na IndyCar Series e se tornou a terceira mulher a competir nas 500 Milhas.
Em 2000, Sarah Fisher se tornou a primeira mulher a conquistar a pole position e é também a mulher mais rápida na classificação para as 500 milhas com uma média de 229.439 mph.

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Milka atraiu atenção mundial não só pela sua performance nas pistas, mas também por sua formação acadêmica. A Venezuelana, elita a Piloto do Ano pela revista Auto Racing, é engenheira naval com quatro graduações - Desenvolvimento Organizacional, Arquitetura Naval, Negócios Marítimos e Biologia Marinha, sendo que os três últimos foram conquistados sumiltaneamente.
O caminho trilhado por Milka para ser uma piloto de sucesso não foi nada comum. Em 98 ela foi convidada por um amigo para participar da equipe médica da Porsche Cup e o resto, como dizem, é história. Em 2007, Milka terminou em segundo lugar nas 24 Horas de Daytona, conquistando o mais alto posto que uma mulher havia conquistado nos 45 anos de existência do evento. Ela também fez história a se tornar a primeira mulher latina a se classificar e correr as 500 Milhas.
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Por enquanto é só pessoal...
Atualmente há três, isso mesmo, três mulheres disputando o campeonato da Fórmula Indy. Cada uma delas possui características especiais que chamam muita atenção.
Para início de conversa, começarei com uma moça de 27 aninhos, sensação por onde a Indy passe: Danica Patrick.
Embora tenha começado a correr por causa de seu irmão mais novo, Danica achou gosto pelo esporte e seguiu firme na construção de sua carreira. Aos 16 foi para a Inglaterra, onde correu em uma das mais difíceis categorias de juniores no mundo. O ponto máximo em sua participação foi em Brands Hatch quando conseguiu igualar a performance de Danny Sullivan em 1972. Esse resultado atraiu bastante atenção do mundo da velocidade do outro lado do Atlântico, em especial do capeão das 500 milhas, Bob Rahal, que assinou contrato com ela e passou a acompanhar sua carreira em ascenção.A temporada de 2005 da IndyCar Series foi um ano especial para Danica, que largou em 4º e chegou em 4º na 89ª edição das 500 Milhas de Indianápolis e ganhou o troféu J P Morgan Chase como Estreante do Ano. Foi a melhor posição de largada e chegada para uma mulher pilotando um carro na história do evento. Ainda na mesma edição, a novata liderou 19 voltas e se tornou a primeira mulher a liderar uma prova da Indy no Indianapolis Motor Speedway. Em 2008 ela se tornou a primeira mulher a vencer uma prova da Indy, ao vencer a etapa do Japão.

Como conseqüência de todo seu talento e resultado de seu trabalho, Danica é uma das atletas femininas mais reconhecidas nos EUA, tendo sido capa das publicações de várias revistas importantes como Sports Illustrated, TV Guide e ESPN: The Magazine.
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Sarah Fisher anunciou em Fevereiro de 2008 que faria jornada dupla nas pistas como piloto e dona de equipe da Sarah Fisher Racing, a primeira dona de equipe/piloto na história da IndyCar Series.
Fisher teve contato com as pistas logo cedo. Seus pais a levavam para as pistas para assistir as competições de arracada, das quais seu pai era piloto. Sua primeira experiência como piloto foi aos 5 anos e desde então ela vem participando de corridas. Após vencer por três vezes o Campeonato Mundial da Assiciação de Karts, Sarah assinou contrato com Derrick Walker aos 19 anos e começou a correr na IndyCar Series e se tornou a terceira mulher a competir nas 500 Milhas.
Em 2000, Sarah Fisher se tornou a primeira mulher a conquistar a pole position e é também a mulher mais rápida na classificação para as 500 milhas com uma média de 229.439 mph.

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Milka atraiu atenção mundial não só pela sua performance nas pistas, mas também por sua formação acadêmica. A Venezuelana, elita a Piloto do Ano pela revista Auto Racing, é engenheira naval com quatro graduações - Desenvolvimento Organizacional, Arquitetura Naval, Negócios Marítimos e Biologia Marinha, sendo que os três últimos foram conquistados sumiltaneamente.
O caminho trilhado por Milka para ser uma piloto de sucesso não foi nada comum. Em 98 ela foi convidada por um amigo para participar da equipe médica da Porsche Cup e o resto, como dizem, é história. Em 2007, Milka terminou em segundo lugar nas 24 Horas de Daytona, conquistando o mais alto posto que uma mulher havia conquistado nos 45 anos de existência do evento. Ela também fez história a se tornar a primeira mulher latina a se classificar e correr as 500 Milhas.
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Por enquanto é só pessoal...
Domingo é dia de quê?
Domingo é dia de F1, dia do Grande Prêmio de Mônaco, um dos mais charmosos e celebrados circuitos da F1. Porém, nesse mesmo domingo, do outro lado do Atlântico, será realizada a corrida das 500 Milhas de Indianápolis, pelo campeonato da Indy. O Indianapolis Motor Speedway é considerado pelos norte americanos como o templo máximo do automobilismo nacional.
Curiosidades entre a Indy e a F1:
Confiram os 33 pilotos classificados para as 500 Milhas de Indianápolis que acontece dia 24 de maio, com largada às 14:00 horário de Brasilia.
01 - Helio Castroneves - Team Penske
02 - Ryan Briscoe - Team Penske
03 - Dario Franchitti - Target Chip Ganassi Racing
04 - Graham Rahal - McDonald’s Racing Team
05 - Scott Dixon - Target Chip Ganassi Racing
06 - Tony Kanaan - Team 7-Eleven
07 - Mario Moraes - Azul Tequila-Votorantim-KV Racing
08 - Marco Andretti - Team Venom Energy
09 - Will Power - Team Verizon Wireless
10 - Danica Patrick - Boost Mobile/Motorola
11 - Alex Lloyd - HER CGR/SSM Racing
12 - Raphael Matos - US Air Force Luczo Dragon
13 - Paul Tracy - GEICO/KV Racing Technology
14 - Vitor Meira - ABC Supply Co. AJ Foyt Racing
15 - Justin Wilson - Z-Line Designs
16 - Hideki Mutoh - Formula Dream
17 - Ed Carpenter - Menards/Vision Racing
18 - Dan Wheldon - National Guard Panther Racing
19 - A.J. Foyt IV - ABC Supply/Foyt-Greer Racing
20 - Scott Sharp - Tequila Patrón Panther Racing
21 - Sarah Fisher - Dollar General/Sarah Fisher Racing
22 - Davey Hamilton - Hewlett Packard
23 - Robert Doornbos - Newman/Haas/Lanigan Racing
24 - Townsend Bell - Herbalife-KV Racing Technology
25 - Oriol Servia - The Rahal Letterman DAFCA Special
26 - Tomas Scheckter - MONA-VIE
27 - Mike Conway - Dreyer & Reinbold Racing
28 - John Andretti - Window World
29 - E.J. Viso - PDVSA HVM Racing
30 - Milka Duno - CITGO/Dreyer & Reinbold Racing
31 - Nelson Philippe - idrive green HVM Racing
32 - Ryan Hunter-Reay - Vision Racing
33 - *Alex Tagliani - ALL SPORT Conquest Racing
Todos correm com Chassis Dallara, Motor Honda e Pneus Firestone.
Dos 33 pilotos alinhados no grid amanhã, apenas 4 venceram o evento anteriormente. São eles: Helio Castroneves, Dario Franchitti, Scott Dixon e Dan Wheldon.
Ainda entre os 33 pilotos, 5 deles são estreantes no evento. São eles: Raphael Matos, Robert Doornbos, Mike Conway, Nelson Philippe e Alex Tagliani.
* Bruno Junqueira classificou o carro 36, porém quem correrá pela ALL SPORT Conquest Racing será o piloto Alex Tagliani.
Sorte aos brasileiros, e que a Penske mantenha a escrita com Helinho.
Curiosidades entre a Indy e a F1:
- Além de, excepcionalmente, disputarem etapas de seus campeonatos na mesma data, nessa temporada um dos copmetidores das 500 milhas é um velho conhecido do circo da F1, Robert Doornbos, que correu em 2005 meia temporada pela Minardi e em 2006 três corridas pela Red Bull. Na F1 fez uma participação apagada, conseguindo algum destaque apenas no GP da Hungria quando, nos treinos livres, quando causou um acidente envolvendo e enfurecendo Fernando Alonso. Pela Indy, Doornbos corre pela Newman/Hass com a mesma expressividade de quando corria na F1.
- Com exceção de Robert Doornbos, Jim Clark, Mario Andretti, Graham Hill, Emerson Fittipaldi, Jacques Villeneuve e Juan Pablo Montoya são nomes, de certa forma consagrados na F1, que venceram uma ou mais edições das 500 milhas.
- Até 2006, a F1 também utilizava o Indianapolis Motor Speedway como a etapa dos EUA de F1, porém com um traçado diferente do usado para a Indy.
- As 500 milhas, em função de ter sido por muitos anos um evento predominantemte disputado por norte americanos, tem como segundo país com o maior número de vitórias o Brasil, com 5 títulos. Mônaco tem como maior vencedor de todos os tempos um brasileiro, Ayrton Senna, com 6 vitórias, cinco delas em seqüência (1989-1993).
- O Time com o maior número de vitórias em Mônaco é a McLaren indo por 14 vezes ao ponto mais alto do podium, das quais 6 foi representada por Senna.
- Todas as 5 vitórias brasileiras nas 500 milhas foram conquistadas com um carro da Penske Racing, time com o maior número de vitórias no evento.
- Em 1992, após conquistar o tricampeonato de F1, Ayrton Senna fez testes pela Penske, em
dezembro de 1992, no circuito de Firebird. Senna deu vinte e cinco voltas, e nas últimas voltas já começou a ser competitivo, comparando seus tempos com os outros pilotos já acostumados aos IndyCars. Em entrevista à revista americana Road and Track, o brasileiro falou: "o carro fica mais na mão do piloto, o que é ótimo. É assim que eu acho que deve ser, porque o público não percebe se você está cinco segundos mais rápido ou mais lento. O mais importante é que a competição assim é decidida pelos pilotos, não pelos carros. É nisso que a Formula 1 está errado".
- A equipe de Roger Penske também andou se aventurando no circo da F1 disputando as temporadas de 1971, 1974, 1975 e 1976, porém, o mesmo sucesso da Indy não foi alcançado e o time não correu mais pela F1.
Confiram os 33 pilotos classificados para as 500 Milhas de Indianápolis que acontece dia 24 de maio, com largada às 14:00 horário de Brasilia.
01 - Helio Castroneves - Team Penske
02 - Ryan Briscoe - Team Penske
03 - Dario Franchitti - Target Chip Ganassi Racing
04 - Graham Rahal - McDonald’s Racing Team
05 - Scott Dixon - Target Chip Ganassi Racing
06 - Tony Kanaan - Team 7-Eleven
07 - Mario Moraes - Azul Tequila-Votorantim-KV Racing
08 - Marco Andretti - Team Venom Energy
09 - Will Power - Team Verizon Wireless
10 - Danica Patrick - Boost Mobile/Motorola
11 - Alex Lloyd - HER CGR/SSM Racing
12 - Raphael Matos - US Air Force Luczo Dragon
13 - Paul Tracy - GEICO/KV Racing Technology
14 - Vitor Meira - ABC Supply Co. AJ Foyt Racing
15 - Justin Wilson - Z-Line Designs
16 - Hideki Mutoh - Formula Dream
17 - Ed Carpenter - Menards/Vision Racing
18 - Dan Wheldon - National Guard Panther Racing
19 - A.J. Foyt IV - ABC Supply/Foyt-Greer Racing
20 - Scott Sharp - Tequila Patrón Panther Racing
21 - Sarah Fisher - Dollar General/Sarah Fisher Racing
22 - Davey Hamilton - Hewlett Packard
23 - Robert Doornbos - Newman/Haas/Lanigan Racing
24 - Townsend Bell - Herbalife-KV Racing Technology
25 - Oriol Servia - The Rahal Letterman DAFCA Special
26 - Tomas Scheckter - MONA-VIE
27 - Mike Conway - Dreyer & Reinbold Racing
28 - John Andretti - Window World
29 - E.J. Viso - PDVSA HVM Racing
30 - Milka Duno - CITGO/Dreyer & Reinbold Racing
31 - Nelson Philippe - idrive green HVM Racing
32 - Ryan Hunter-Reay - Vision Racing
33 - *Alex Tagliani - ALL SPORT Conquest Racing
Todos correm com Chassis Dallara, Motor Honda e Pneus Firestone.
Dos 33 pilotos alinhados no grid amanhã, apenas 4 venceram o evento anteriormente. São eles: Helio Castroneves, Dario Franchitti, Scott Dixon e Dan Wheldon.
Ainda entre os 33 pilotos, 5 deles são estreantes no evento. São eles: Raphael Matos, Robert Doornbos, Mike Conway, Nelson Philippe e Alex Tagliani.
* Bruno Junqueira classificou o carro 36, porém quem correrá pela ALL SPORT Conquest Racing será o piloto Alex Tagliani.
Sorte aos brasileiros, e que a Penske mantenha a escrita com Helinho.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O outro piloto morto em Ímola
Em seu famoso trabalho "O Que É História?" o historiador E. H. Carr declarou que não há uma história objetiva; não há uma narração de eventos que simplesmente apresente os fatos sem a descrição ou comentário pela perspectiva e base do autor. Inevitavelmente, então, a história é escrita pelos vencedores, o que a mostra como regida por uma, às vezes injusta, meritocracia. A simples apresentação dos eventos se torna subconscientemente moldada de acordo com os caminhos traçados pelos grandes personagens envolvidos neles. E a história da Fórmula Um não é diferente.O fatídico Grande Prêmio de San Marino de 1994 é lembrado no folcore da F1 como "A corrida em que Senna morreu". Senna, o herói de toda uma geração; o vilão para muitos dessa mesma geração; o bom samaritano; o impiedoso agressor; o gênio imbatível; o maior de todos os tempos... Porém, alguns ainda se lembram, aquele foi também o fim de semana no qual o jovem Rubens Barrichello teve sorte de escapar à própria morte, ao voar por sobre a zebra; no qual um acidente logo na largada envolvendo Pedro Lamy e J. J. Letho resultou no ferimento de 9 espectadores; e no qual, a dez voltas do final, a roda traseira direita da Minardi de Michele Alboreto se soltou do eixo quando deixava os boxes, acertando dois mecânicos da Ferrari e dois mecânicos da Lotus que foram levados para o hospital.
Alguns se lembram também do acidente fatal ocorrido no sábado anterior à morte de Senna, porém poucos são os que se lembram do nome do piloto. Aquele 30 de Abril de 1994 foi o dia em que a F1 perdeu Roland Ratzenberger. Um austríaco que não teve chance alguma quando seu Simtek colidiu de frente com um muro de concreto a uma velocidade perto dos 300 Km/h, na curva Villeneuve, a poucos metros à frente da Tamburello. Esse acidente não foi apenas uma cruel mudança do destino do versátil novato, que ainda estava se encontrando na F1, mas também uma completa tragédia para sua memória que o melhor piloto da sua era tenha falecido na tarde do dia seguinte.
Foi dessa forma, sentado com o Douglas num banquinho qualquer, tomando café, que nos recordamos do "outro pilto morto de Ímola". Roland Ratzenberger nasceu em Salzburg em 4 de Julho de 1960 e começou a competir nas corridas da Fórmula Ford Alemã em 1983. Após vencer em 1985 os campeonatos Austríaco e Centro Eurpopeu de Fórmula Ford, e em 1986 o Festival de Fórmula Ford, Ratzenberger assinou, em 1987, contrato com a famosa West Surrey Racing Team para disputar a Fórmula 3 Inglesa. Curiosamente, esse foi o mesmo time que levou Senna ao título em 1983.
Embora tenha conseguido um podium em Spa, Ratzenberger terminou em 12º na colocação geral da F3 Inglesa e 5º na colocação geral da F3 Euroseries. Em 1987 terminou novamente em 12º na F3 Inglesa, dessa vez correndo pela Madgwick Motorsport; todavia, foi nessa temporada que ele começou a demonstrar uma versatilidade que poucos pilotos tinham. No mesmo ano, diputou o Campeonato de Carros de Turismo pela BMW M3 e, mesmo com toda a flexibilidade exigida na transição constante entre monopostos e carros de turismo, terminou o ano em 10º, contando com 2 segundos lugares, o que, dadas as circunstâncias, foi uma marca notável.
Porém a ascenção de Ratzenberger estava chegando ao limite e se estagnando. Com a debandada do WTCC após 1987, e sem dinheiro o suficiente para conseguir acesso às categorias superiores, conseguiu novamente disputar um campeonato apenas em 1989, terminando em 3º lugar na classificação geral da F3000 Inglesa, tendo conseguido apenas uma vitória, no circuito de Donington Park.
Nos anos seguintes ele tentou novamente algo diferente, indo correr com carros esportivos para o Porsche Team, com um honroso 4º lugar em Spa, mas não conseguindo terminar a sua primeira corrida nas 24 Horas de Le Mans. No começo dos anos 90, foi convidado pela BMW a participar do JTCC (Japanese Touring Car Championship) e pela Toyota para participar do Campeonato Japonês de Protótipos Esportivos. Durante suas três temporadas no Japão, correu com pilotos como Pierre-Henri Raphanel, Naoki Nagasaka, Eje Elgh e um certo Eddie Irvine.
Disputou novamente as edições de 1990 até 1993 das 24 Horas de Le Mans, conquistando um belíssimo 5º lugar em 1993. voltou novamente a dirigir um monoposto nas temporadas de 1992 e 1993 da F3000 Japonesa na qual seus maiores feitos foram duas consecutivas pole positions e uma vitória dominante em Suzuka para provar que ele tinha o que era necessário para correr na categoria.
Foi no Japão também que começou a se despontar como um piloto querido por todos os membros de várias equipes, tanto por sua original ingenuidade quanto pelo seu imenso senso de camaradagem. Característias essas que já o acompanhavam desde os anos 80 na Inglaterra, quando fez amizade com pessoas como Damon Hill, Perry McCarthy. Todavia, Raztenberger não esteve "sozinho" em suas temporadas no Japão; ele foi apenas um dos notáveis gaijins, incluindo Eddie Irvine, Heinz-Harald Frentzen, Jacques Villeneuve e Mika Salo, que não só permaneceram juntos, como também desenvolveram uma amizade genuína que os acompanharia pelos anos seguintes.
Embora não tivesse a mesma desenvoltura que Irvine e Villeneuve, Ratzenberger conseguiu cativar a muitos por ser simplesmente como qualquer pessoa na rua, um cara comum com um extraordinário senso de humor, uma apreciação inteligente se suas próprias habildades e limitações e, acima de tudo, um entusiasmo por seu esporte que poucos conseguiam igualar. Exatamente como os 'pilotos de antigamente' eram e não como a maioria dos pilotos atualmente se deixaram moldar.
Lendo matérias da época de seu acidente percebe-se como as pessoas ligadas a ele diziam o quão empolgado ele havia ficado apenas por ter conseguido chegar à Fórmula 1 no começo de 1994. Tristemente, não se vê mais pilotos na F1 nos dias de hoje que, como Raztenberger, merecem estar lá, mas estão apenas contentes por estar lá e terem conquistado seu lugar no topo do esporte automobilístico. Não é a falta de ambição por estar contente em simplesmente participar da F1, mas sim a marca do legado de uma vida. Hoje em dia, os grids são compostos por pilotos com grande patrocínio ou por jovens ingênuos e extremamente auto-confiantes, consumidos por uma mentalidade "vencer-ou-vencer".
Não quero dizer com isso que Roland Ratzenberger não era destemido ou determinado. Muito pelo contrário, ele era tudo isso, porém era uma determinação regida por um senso de perspectiva. Para mim, seus últimos momentos de vida testemunham essa determinação.
Como a história sempre vai ser lembrada, Roland escapou da pista na chicane Acque Minerali na volta anterior ao seu acidente. Após checar o estado de seu Simtek e entender que era seguro continuar e com tempo para mais uma tentativa, ele seguiu para sua última volta. A caminho da curva Villeneuve, a carga aerodinâmica ia crescendo cada vez mais sobre sua asa dianteira danificada na volta anterior até o momento em que a asa quebrou...
Roland Ratzenberger foi declarado morto ao chegar no hospital Maggiore de Bolgna. Sua morte causou medo e estarrecimento por todo o paddock que havia se esquecido que a morte espreitava de perto os finais de semana dos Grandes Prêmios. Os pacotes de medidas de segurança introduzidos desde então, das melhorias nos cockpits até o estreitamento das pistas, dos testes de acidentes mais rígidos até a implementação do HANS, são quase sempre atibuídos à morte de Senna, ou ao acidente de Wendlinger ou Hakkinen. Para mim, essas mudanças começaram a existir com a morte de Ratzenberger, evento ofuscado pelo acidente do melhor piloto da sua era na tarde do dia seguinte.
Pode parecer meio clichê, mas a verdade é que Roland Ratzenberger morreu na pista, fazendo o que ele realmente amava (assim como Senna, mas essa é outra história). Embora um piloto profissional, ele foi com certeza um dos últimos pilotos de Grandes Prêmios a manter seu espírito amador. Que ele era versátil e habilidoso o suficiente para justificar seu lugar na F1 é uma coisa, que ele levava consigo uma combinação de dignidade, determinação, entusiasmo, senso de humor e camaradagem é outra completamente diferente.
Sua morte foi uma grande perda, não só para a comunidade da Fórmula Um ou para o mundo das corridas automobilísticas, mas também para todos aqueles que vivem a vida para aproveitar todas as oportunidades...
Descanse em paz Roland.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Alonso na Ferrari?
O As publicou que houve esta manhã um encontro entre Fernando Alonso (Reanult) e o presidente do Banco Santader, Emilio Botín. O caso é que, ao que parece, o Santander é um dos possíveis patrocinadores da Ferrari para os próximos 3 anos, a contar de 2010, de forma que acredita-se que a entidade bancária pressionaria a escuderia para a con
tratação do bi-campeão.
Eu, desde o rolo "Alonso vs Hamilton", sempre achei que o temperamento forte do espanhol não agradaria aos sempre rígidos padrões dos dirigentes da equipe do cavalo rampante. Mas ultimamente não se tem muitas opções no mercado quanto talvez pareça aos olhos de muitos. Sim, há sempre os novos talentos da GP2, mas eu entendo que a Ferrari, apesar de confiar em Felipe, não o tem por maduro o suficiente para colocá-lo ao lado de um piloto "novato" (na F1). Normalmente opta-se por um piloto mais experiente e uma promessa de futuro campeão (Schumacher e Massa em 2006), ou num acertador de carros e um jovem talento (Alonso e Hamilton em 2007), ou em 2 pilotos experientes (Button e Barrichelo na Honda e Brawn GP).
Mais: na Europa vem se fortificando o boato de que Kimi Raikönen não correrá pela escuderia ano que vem, apesar de seu contrato ser válido até o fim de 2010. O próprio finlandês vem dizendo que não está muito feliz com o rumo que a F1 está tomando, apesar de ele próprio não declarar intenção de sair já no ano que vem.
O fato é que o finlandês, apesar de ter se afastado das costumeiras polêmicas etílicas em que se envolvia, não vence uma corrida há mais de ano (crise de abstinência?!?!), mas a Ferrari nunca foi de desistir fácil de seus pilotos.
Eu queria ver o Alonso na Ferrari. Ia dar um trabalho medonho pros adversários, caso a escuderia italiana resolva seus problemas internos e lambanças "padockianas". Ainda assim duvido que aconteça já pra 2010.
Perguntado se gostaria de atuar na Ferrari, Alonso foi bem direto: "Gostaria de ganhar e ter o melhor carro, isso me faz feliz, e a Ferrari tem demonstrado ter um dos melhores. Ganhou oito dos últimos dez mundiais, é uma equipe que te dá garantias".
Não está mais nas entrelinhas, o asturiano realmente quer pilotar um vermelhinho. Resta saber se os colorados o querem por aquelas bandas.
E vocês, o que acham?
P.S.: A escolha da foto é parte da campanha que lanço agora: "Por um blog mais bonito". Sempre que possível, meus posts que incluam fotos terão fotos que incluam mulheres bonitas. LOL!!!!
tratação do bi-campeão.Eu, desde o rolo "Alonso vs Hamilton", sempre achei que o temperamento forte do espanhol não agradaria aos sempre rígidos padrões dos dirigentes da equipe do cavalo rampante. Mas ultimamente não se tem muitas opções no mercado quanto talvez pareça aos olhos de muitos. Sim, há sempre os novos talentos da GP2, mas eu entendo que a Ferrari, apesar de confiar em Felipe, não o tem por maduro o suficiente para colocá-lo ao lado de um piloto "novato" (na F1). Normalmente opta-se por um piloto mais experiente e uma promessa de futuro campeão (Schumacher e Massa em 2006), ou num acertador de carros e um jovem talento (Alonso e Hamilton em 2007), ou em 2 pilotos experientes (Button e Barrichelo na Honda e Brawn GP).
Mais: na Europa vem se fortificando o boato de que Kimi Raikönen não correrá pela escuderia ano que vem, apesar de seu contrato ser válido até o fim de 2010. O próprio finlandês vem dizendo que não está muito feliz com o rumo que a F1 está tomando, apesar de ele próprio não declarar intenção de sair já no ano que vem.
O fato é que o finlandês, apesar de ter se afastado das costumeiras polêmicas etílicas em que se envolvia, não vence uma corrida há mais de ano (crise de abstinência?!?!), mas a Ferrari nunca foi de desistir fácil de seus pilotos.
Eu queria ver o Alonso na Ferrari. Ia dar um trabalho medonho pros adversários, caso a escuderia italiana resolva seus problemas internos e lambanças "padockianas". Ainda assim duvido que aconteça já pra 2010.
Perguntado se gostaria de atuar na Ferrari, Alonso foi bem direto: "Gostaria de ganhar e ter o melhor carro, isso me faz feliz, e a Ferrari tem demonstrado ter um dos melhores. Ganhou oito dos últimos dez mundiais, é uma equipe que te dá garantias".
Não está mais nas entrelinhas, o asturiano realmente quer pilotar um vermelhinho. Resta saber se os colorados o querem por aquelas bandas.
E vocês, o que acham?
P.S.: A escolha da foto é parte da campanha que lanço agora: "Por um blog mais bonito". Sempre que possível, meus posts que incluam fotos terão fotos que incluam mulheres bonitas. LOL!!!!
Games
A pedido do amigo Mateus, aqui vai alguma info sobre games relacionados ao tema do blog. E nada melhor do que começarmos com F1.Eu costumava jogar bastante o F1 2006 do PS2, competindo no time-trial contra o Fábio, pricipalmente em Mônaco (seu 1:11:05 será baixado, aguarde), mas agora, com o PS3 lá, não tenho mais ânimo de instalar o PS2 de novo. É muito fio e aparelho pro meu quarto poder comportar. Não tenho o F1 2006 do PS3 (apenas a demo) porquê não acho que valha a pena pagar o preço por algo que já tenho no PS2, apesar das melhorias gráficas do jogo da nova plataforma. Mesmo assim, coisinhas que me irritavam (e irritam MUITO o Fábio) como punição através de limitação de velocidade NA PISTA, não opção de composto de pneus no pit-stop, impossibilidade alterar a estratégia de combustível durante a corrida, etc., não parecem ter sido mudadas.
Mas, porém, contudo, no entanto... há algum tempo espero pela promessa da Codemasters do novo projeto do F1 2009 (para Wii e PSP) e um F1 2010 para PS3, Xbox 360 e PC. Esse último, parece, será lançado no decorrer do campeonato do ano que vem, o que me dá a certeza da volta dos pneus slick, mudanças aerodinâmicas, etc. Só o que me preocupa é a questão dos novos regulamentos que a FIA diz serão implementados. É esperar pra ver.
Para os interessados, deixo os links para o site da Codemasters e o do próprio jogo (F1 2009 pra PSP e Wii). Tem um teaser lá, mas não revela nada de mais.
http://www.formula1-game.com/
[alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e japonês]
http://www.codemasters.com/games/?gameid=3073
[inglês]
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Esse merece...
Esse cara merece um post... melhor, um site.... Quando eu falei num post anterior sobre o Rosberg precisar de mais gana, eu estava pensando no Senna só com 2 marchas, Piquet fazendo curva de lado com o carro pra passar o Senna, etc., mas esse cara aqui não conhece limites pra conseguir o que quer. O cabo do acelerador do carro de rally dele quebrou, ao que parece, e olha só o que ele aprontou:
Isso aê. Bota o co-piloto pra dirigir e mete a mão na massa. LOL!!!!!!!!!!!!!!!!
Isso aê. Bota o co-piloto pra dirigir e mete a mão na massa. LOL!!!!!!!!!!!!!!!!
Nova vaga pra piloto no WTCC
Se alguém procura vaga de piloto, vale arriscar mandar um CV pra organização do WTCC, eles devem estar à procura de um novo piloto de Safety Car. Vejam isso:
Enchendo a bola do Botão.
Normalmente, durante semanas de "não-GP", se encontra pouca coisa boa sobre F1. Mas hoje, já no fim do dia, me deparo com uma breve e excelente matéria de Luis Fernando Ramos (o Ico) no GP TOTAL. Matéria essa a respeito de Jenson Button, a quem eu respeitosamente chamo de Jenson Botão.
Fica aqui a dica aos amigos amantes da velocidade.
Fica aqui a dica aos amigos amantes da velocidade.
Nico Rosberg
Nico Rosberg anda em dúvida quanto à sua permanência na Williams na temporada de 2010, muito embora ele alegue se sentir muito bem na equipe. Ele alega que está se aproximando um momento decisivo em sua carreira, e que não sabe se a Williams lhe dará um carro vencedor pro ano que vem. Deixando de lado todas as politicagens que tangenciam o assunto (teto orçamentário, equipes no grid, pilotos que permanecerão, etc.) há algo que não entendo nesse discurso do alemão. Como assim "carro vencedor"? O que ele pilota hoje não pode ser chamado de "carro-de-fim-de-grid". Até entendo o Nakajima não conseguir classificar a equipe, o japonês, na minha modesta opinião, só está lá por questões financeiras (põe mais dinheiro de patrocinadores na equipe do que gasta quebrando carros e cabeças alheias). Mas Rosberg chegou como promessa, ao lado do polonês Robert Kubica (de cuja performance em 2009 falarei em outro post) e mandou até bem considerando-se o carro que tinha nas mãos. Mas agora, em 2009, a Williams começou mostrando evoluções consideráveis no carro, Nakajima e Rosberg mandando bem nos primeiros treinos livres e classificatórios, e agora vem com essa de querer um "carro vencedor"? Sinto muito, mas este blogueiro que vos escreve pensa que além do carro e da competência, é pré-requisito de campeão ter gana, raça, vontade. Rosberg não pode ser taxado de braço-duro, mas o que ele tem feito enquanto os pilotos de Ferrari, Renault e McLaren (Heikki Kovalainen à parte) dão o sangue pra classificar seus respectivos carros, tão aquém das Williams que começaram a temporada? Afinal de contas, apesar de superar o companheiro de equipe, não me parece detentor de grandes feitos em 2009, senão vejamos:Austrália
Largou em 5º, chegou em 6º marcando 3 pontos.
Malásia
Largou em 4º, chegou em 8º marcando 0,5
China
Largou em 7º, chegou em 15º. Sem pontos.
Bahrein
Largou em 9º, chegou em 9º. Sem pontos.
Espanha
Largou em 9º, chegou em 8, marcando 1 ponto.
Assim sendo, em 5 corridas Rosberg ganhou UMA posição durante as corridas. Fernando Alonso, com aquela Renault (que como diz o Fábio aponta pra todo lado, menos pra pista) tem números bem mais impressionantes. Hamilton mais ainda e, Deus me livre e guarde, o Kovalainen está com 0,5 pontos a menos que o piloto da Williams.
Sinto muito, pilotos competentes e ambiciosos têm direito de reclamar dos carros que têm (Massa, Hamilton, Alonso, etc.). Rosberg merece pilotar uma Force India em Montecarlo, pra aprender a dar valor ao que tem.
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