Bom, as últimas notícias políticas do circo da categoria máxima do automobilismo mundial podem ser boas ou ruins, dependendo de como as encaram.
O fato é que, após uma reunião da FOTA com Bernie Ecclestone no barco de Flávio Briatore, os dirigentes das equipes concordaram que nenhuma delas (Ferrari, McLaren, Force India, Brawn GP, Williams, BMW, Toyota, Renault, RBR e STR) correrá no ano que vem caso a idéia do teto orçamentário e limitações técnicas permaneçam. Depois da reunião houve ainda uma outra, dessa vez com Max Mosley, pivô da confusão toda. Reunião na qual, diz-se, nada ficou definido, muito embora Luca di Montezemolo tenha classificado o encontro como "produtivo".
Eu sou um dos poucos que acha que a Ferrari nunca esteve blefando. Todos sempre chamaram de blefe porquê não é a primeira vez que a Ferrari faz ameaças de sair da categoria. No entanto, até onde eu me recorde, os apelos de Comendador Enzo sempre foram ouvidos, cedo ou tarde, de forma que o dito "blefe" nunca se confirmou. O homem chegou a construir um carro pra correr na Indy.
A questão é que, blefe ou não, a Ferrari conseguiu o apoio de todas as equipes. E não se enganem: tio Bernie já viu do que uma FOTA bem liderada e objetiva é capaz, e não quer passar pelo perrengue que Mosley está passando. Mosley deve estar na corda-bamba a essa altura, afinal a FIA tem muitos membros, não apenas Max Mosley, e os outros dirigentes e investidores devem estar começando a questionar se o ilustre atual presidente deve permanecer no cargo (eu estaria). Bernie, apesar de já numa idade avançada, parece ter ficado senil como Max. Ainda quer ganhar dinheiro, e a melhor forma de isto acontecer é em comum acordo com os protagonistas do espetáculo, quais sejam as equipes.
Mesmo porquê caso o menos provável aconteça e as equipes criem um novo campeonato, tio Bernie vai querer estar lá pra gerir a imagem do mesmo. E acreditem, acho que a FOTA iria qurê-lo por lá.
Parece mesmo que Mônaco vai ser um divisor de águas, não só para projetar as possibilidades de alguém alcançar Jenson Button, mas também para iniciar uma tentativa de derrubar a ditadura que há muito tempo vem afastando pessoas da Fórmula 1 no mundo todo.
