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quinta-feira, 21 de maio de 2009

O lado feminino da Indy...

Bem, entrando de cabeça na campanha iniciada pelo Douglas, resvoli colocar aqui algo sobre mulheres em atividade nos esportes a motor. Como a F1 ainda é um esporte machista e não tem nenhuma beldade dentro de um de seus cockpits, vou começar pela Fórmula Indy.

Atualmente há três, isso mesmo, três mulheres disputando o campeonato da Fórmula Indy. Cada uma delas possui características especiais que chamam muita atenção.

Para início de conversa, começarei com uma moça de 27 aninhos, sensação por onde a Indy passe: Danica Patrick.

Embora tenha começado a correr por causa de seu irmão mais novo, Danica achou gosto pelo esporte e seguiu firme na construção de sua carreira. Aos 16 foi para a Inglaterra, onde correu em uma das mais difíceis categorias de juniores no mundo. O ponto máximo em sua participação foi em Brands Hatch quando conseguiu igualar a performance de Danny Sullivan em 1972. Esse resultado atraiu bastante atenção do mundo da velocidade do outro lado do Atlântico, em especial do capeão das 500 milhas, Bob Rahal, que assinou contrato com ela e passou a acompanhar sua carreira em ascenção.


A temporada de 2005 da IndyCar Series foi um ano especial para Danica, que largou em 4º e chegou em 4º na 89ª edição das 500 Milhas de Indianápolis e ganhou o troféu J P Morgan Chase como Estreante do Ano. Foi a melhor posição de largada e chegada para uma mulher pilotando um carro na história do evento. Ainda na mesma edição, a novata liderou 19 voltas e se tornou a primeira mulher a liderar uma prova da Indy no Indianapolis Motor Speedway. Em 2008 ela se tornou a primeira mulher a vencer uma prova da Indy, ao vencer a etapa do Japão.


Como conseqüência de todo seu talento e resultado de seu trabalho, Danica é uma das atletas femininas mais reconhecidas nos EUA, tendo sido capa das publicações de várias revistas importantes como Sports Illustrated, TV Guide e ESPN: The Magazine.

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Sarah Fisher anunciou em Fevereiro de 2008 que faria jornada dupla nas pistas como piloto e dona de equipe da Sarah Fisher Racing, a primeira dona de equipe/piloto na história da IndyCar Series.

Fisher teve contato com as pistas logo cedo. Seus pais a levavam para as pistas para assistir as competições de arracada, das quais seu pai era piloto. Sua primeira experiência como piloto foi aos 5 anos e desde então ela vem participando de corridas. Após vencer por três vezes o Campeonato Mundial da Assiciação de Karts, Sarah assinou contrato com Derrick Walker aos 19 anos e começou a correr na IndyCar Series e se tornou a terceira mulher a competir nas 500 Milhas.

Em 2000, Sarah Fisher se tornou a primeira mulher a conquistar a pole position e é também a mulher mais rápida na classificação para as 500 milhas com uma média de 229.439 mph.


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Milka atraiu atenção mundial não só pela sua performance nas pistas, mas também por sua formação acadêmica. A Venezuelana, elita a Piloto do Ano pela revista Auto Racing, é engenheira naval com quatro graduações - Desenvolvimento Organizacional, Arquitetura Naval, Negócios Marítimos e Biologia Marinha, sendo que os três últimos foram conquistados sumiltaneamente.

O caminho trilhado por Milka para ser uma piloto de sucesso não foi nada comum. Em 98 ela foi convidada por um amigo para participar da equipe médica da Porsche Cup e o resto, como dizem, é história. Em 2007, Milka terminou em segundo lugar nas 24 Horas de Daytona, conquistando o mais alto posto que uma mulher havia conquistado nos 45 anos de existência do evento. Ela também fez história a se tornar a primeira mulher latina a se classificar e correr as 500 Milhas.



Por enquanto é só pessoal...