... num GP chato, mas dessa vez com dobradinha da Red Bull.Numa corrida entediante, Vettel se mostrou absoluto na etapa britânica do mundial de F1, seguido por Weber e Barrichello.
O brasileiro, com dores nas costas desde sexta, largou na segunda colocação e tentou partir pra cima de Vettel logo na largada, mas o alemão fechou a porta competentemente, e venceu em Silverstone com propriedade.
Weber, seu companheiro de equipe, mostrou mais uma vez ser o rei da ultrapassagem por estratégia. Ficou na cola de Rubens, sem forçar e sem deixá-lo abrir espaço, de forma que, parando uma volta depois do brasileiro, voltou do seu primeiro pit stop à frente, obtendo a segunda colocação que menteve até o fim da prova. Não, conseguiu, no entanto, sequer ameaçar Vettel, o que mostra a discrepância da prova realizada pelo alemão em relação aos outros pilotos.
Quem fez uma prova contundente foi Massa, que largando em 11º (e com o carro pesado) logo na largada pulou para 8º, para em seguida (por conta de uma escapadela) perder a posição para Button. Na verdade foi até melhor pra ele, porquê ficar com o líder do campeonato na cola, apesar de a Ferrari dar conta, ia atrapalhar demais a concentração do brasileiro, e talvez fazê-lo perder mais tempo que o normal. Após o primeiro de pit stop, no entanto, Massa conseguiu voltar na 5ª colocação, e depois, na segunda janela de pits, angariou o 4º lugar, superando Rosberg que até então lhe vinha à frente. Ótima prova e excelente colocação, superando Kimi, seu parceiro, que largou à frente.
Nelsinho, fechando o trio de brazucas, fez o possível com um carro que se recusa a andar nos trilhos, mostrando relances de competência ao brigar com Hamilton, e superando em duas posições o companheiro e bi-campeão mundial Fernando Alonso. Não se pode esperar muito de Nelsinho com a máquina que tem nas mãos, mas eu sou um defensor do brasileiro, porquê se defender e ultrapassar Hamilton como ele tem feito nos últimos GPs é, no mínimo, bem difícil.
O resultado discreto dos carros da BrawnGP parece se dever ao fato de a equipe não ter conseguido um bom ajuste para o circuito de Silverstone. Jenson reclamou, diversas vezes durante a prova, da instabilidade de seu carro, que depois ainda passou a bater muito com o assoalho no chão. Além disso, segundo a tradução global do que foi dito no rádio do inglês, o carro saía de frente nas curvas de alta, e de traseira nas de baixa (ou seja, era um Renault mais potente). O fato de Rubens ter chegado à frente do inglês poderia se explicar, ao meu ver, pela maior competência do brasileiro no ajuste fino do carro, o que fica muito mais evidente, me parece, quando não se tem um bom acerto geral.
Pra encerrar a conta, o GP serviu pra mostrar que Button não é insuperável, e que a BrawnGP também está sujeita a erros. E serviu pra RBR se aproximar da BrawnGP na tabela de construtores.